Horizonte

Posted in Musicas, Poemas e afins on maio 22, 2010 by caetanolupo

19/05/10

Mesmo mantendo o olhar firme no horizonte almejado,

sentindo que o coração palpita, indicando a direção,

a mente prega pecas para me iludir, plantar a incerteza,

Luta interminável entre sentimento e razão,

mas um único pensamento, interligado com

sentimento e razão me guia, a liberdade …

Sinto ela e sinto os sacrifícios a serem feitos para

se atingi-la, mesmo isso sendo doloroso sei

que chegarei la custe o que custar …

já não me preocupo mais com os hematomas e feridas

que meu corpo sofrera ao longo dessa jornada,

apenas sinto a cada passo, a cada gota de sangue

derramada meu destino mais próximo …

caminho esse que por obrigação tem de ser

trilhado só, desfrutado e gozado apenas

por meu espirito, sofrido apenas por minha carne,

sangue de minhas veias serão derramados,

para se atingir esse sonho …

Que com tamanha forca luto para conquistá-lo,

e me desdobro para transcender barreiras

impostas por circunstancias da própria vida …

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Posted in Ilusão on maio 9, 2010 by caetanolupo

Dança de amor e ódio entre duas almas,

que pulsam pela vida, cada qual a sua maneira,

porem, ambas sentem aquela angustia que

impulsiona a vida de fato; sabem que estão

destinadas a criar o bale cósmico da morbidez,

gozar juntos dos prazeres mais obscuros

que o homem já viu;

dilacerando seus corpos com as unhas,

e ao mesmo tempo, gozando como animais no cio …

Branco e preto, esterna sincronia e desarranjo,

vivem um ao lado do outro, se fundem brigam,

Trilham caminhos particulares e são eternamente

amantes; de uma criação que esta alem

da mera nomenclatura que carregam,

quando se fundem perdem sua identidade e

quando estão longe deixam de ter aquele

prazer mórbido que só ambos podem se proporcionar,

caos, inevitável que motiva essa separação ou união …

Fardo que estão destinados a carregar,

duas belas criações divinas, que

se cruzaram e esse encontro mudou o rumo

do universo, pois ambos deixaram de ser

o que eram antes de fatídico e glorioso dia,

onde o universo paro observar o inesperado esperado,

fenômeno raro que proporcionou o gozo dos Deuses,

duas almas pulsantes se fundindo e chegando ao

gozo que os Deuses só sonham, pois sabem

que nunca atingiram tal prazer …

tempos finais …

Posted in Pontos de vista with tags , , , , on maio 6, 2010 by caetanolupo

Lagrimas vermelhas escorrem de minha alma, angustia sem fim, esperança de uma sentir novamente lagrimas salgadas percorrerem minha face, dia que parece só se distanciar de mim em uma ausência sem fim, vazio de uma existência obscura, dentro dessa ausência sinto o peso do vazio que não tem fim; vejo uma chuva de pétalas vermelhas caírem do nada e irem para o nada, apenas dando o tom da obscuridade mórbida, onde não só preto predomina mas todas as cores nobres que representam a angustia, ciclo sem fim de dor …

já não vejo mais beleza, e sim dor, uma ancia pelo fim dos tempos, onde as pessoas serão obrigadas a se mostrar de fato, deixar suas almas pulsarem pela vida, sem formalidades banais, apenas exercendo e deixando fluir o lado do homem que vem sendo abafado ao longo da historia, deixar de ser mascarado para ser ou voltar a ser o homem primitivo, espontâneo, lutando pela sobrevivência de fato, pensando nos outros não mais para explorar e sim para viver, onde os mais ´capacitados´sobreviveram pois estão aptos a passar pelas coisas mais tenebrosas que podemos imaginar …

tempos finais de nossa especie …

Sobre a alienação coletiva I

Posted in Sobre nosso sistema ... on julho 28, 2009 by caetanolupo

O quanto somos influenciados e determinados por valores e crenças que não são nossos, apenas uma grande ilusão de que temos sonhos, de que somos livres, que um dia após tanto trabalho forçado, poderemos ser livres e usufruir o que construímos, mas fica uma grande pergunta, como usufruiremos dessa suposta felicidade, sabendo que sempre estaremos em divida com o sistema vigente, uma divida que não morre conosco, passa para a próxima geração, e assim vamos afundando num mar de dividas constantemente crescentes.

Crescente dependência de algo que não pedimos, que não estamos contentes, e a cada dia ficamos mais infelizes, pois a divida e dependência só crescem.

Valores que refletimos sem ao menos se questionar, refletir o porquê vemos o mundo desse modo, o porquê temos determinados desejos, e de onde ele vem; se partirmos do ponto de que boa parte do que acreditamos, sonhamos e desejamos não faz parte de nós, não é nosso verdadeiramente, nos são mostrados “impostos” no momento mágico de nosso nascimento, o primeiro contato que temos com o mundo, a partir desse momento começamos a ser cateczados com valores e crenças, que vão enraizando em nosso ser, crescendo e ficando mais fortes, poluindo nossa visão de mundo, deturpando-a, criando vida própria dentro de nós, influenciando nossa percepção do mundo, o como enxergamos as coisas, e como lidamos com elas, os modelos que temos que seguir em determinadas situações, como lidar com essa diferença, com essa visão completamente diferenciada de mundo, sabendo que em terra de cegos que tem um olho também é cego… Afinal de que adianta enxergar, se ninguém enxerga?

A grande questão que fica é a mudança tem que surgir onde, quem tem que mudar o que tem que ser feito para lidarmos com isso?

Refletindo sobre isso, qualquer argumento usado contra o sistema vigente sempre será abatido com argumentos frios e calculistas, nos dizendo que qualquer coisa feita em prol de uma mudança nunca dará certo, pois o poder sempre será depositado em alguém, e esse alguém estará isento do sistema que implantou, e com isso inevitavelmente ocorrera o mesmo que esta ocorrendo, e com isso todos os sistemas esquerdistas implantados ate hoje são ditos não funcionais e caem em descrença, só que o que não estamos vendo é que o problema não esta em quem ira governar, ou que sistema será implantado, o problema não é externo – um antigo ditado diz: “o externo só é reflexo do interno…” – e sim interno, todas as mudanças que esperamos que um dia aconteçam, só ocorreram se algum dia tomarmos algum partido, e tomarmos consciência do que estamos fazendo aqui, quais nossos verdadeiros sonhos, desejos, necessidades; sair do conformismo, lutar contra essa visão individualista, e implantar os valores que nos são ensinados em todas as linhas religiosas AMOR AO PROXIMO, AMA-LO COMO A TI MESMO, quando refletimos sobre essas palavras, uma reflexão mais profunda percebemos o quanto isso não faz parte de nosso dia a dia, a não ser o famoso ditado empresarial AMAI O SEU BOLSO CHEIO, NÃO IMPORTA A QUE CUSTO – e fica claro o conflito.

Se continuarmos nessa linha de raciocínio, perceberemos que não importa a que custo, temos que preservar nosso conforto, nossos bens, e continuar lutando por mais; qualquer esforço fora disso é visto como desnecessário, como mudar alguma coisa vendo o mundo assim, tendo esses fatores pressionando sua existência, devorando seus dias de vida, abafando sua essência, seus verdadeiros sonhos, desejos, necessidades, a custo do que; de uma civilização, de ser civilizado?

Vamos refletir sobre o que é ser civilizado e quais os benefícios e desvantagens desse processo.

A primeira grande pergunta e ponto de partida para reflexão é, o que é ser civilizado?

Nos dias de hoje esse conceito já faz parte de nossa rotina, algo que já é natural aos nossos ouvidos, mas para chegarmos a esse conceito que temos hoje, muito teve de ser construído, lapidado, imposto, aceito, em fim, todo um processo histórico que culminou nesse ponto, e quando falamos em civilizado, já nos vem uma imagem pronta, um produto que já esta em nós, acreditamos saber o que é, lutamos a seu favor, sem ao menos refletir sobre como esse produto ao qual nos apegamos com tanta forca foi construído através da historia, – se formos entrar em uma questão histórica prolongaremos demais esse trecho, então indico o livro: A construção do Eu não modernidade – as imensas conseqüências da imposição de novos valores para as pessoas no processo de transição da idade media para o renascimento, os manuais de conduta que nos diziam como devíamos nos comportar em publico, como comer, ir ao banheiro, etc, então vemos que grande parte do que acreditamos foi construído e começamos a carregar esse fardo ao nascer.

Acontece que os princípios desse sistema que teve suas origens no renascimento prezam o individualismo, e ai mora o grande dilema, em todo o processo civilizatório as instituições religiosas tomaram um partido contraditório, pois pregavam o amor ao próximo, mas ao mesmo tempo incentivavam o crescimento do capitalismo, sistema vigente até os dias de hoje, então, continuando por essa linha de pensamento, como uma instituição humano que prega tais valores pode ser tão rica, detentora de tanto poder, sendo que a toda a sua filosofia diz que o poder não esta na detenção do poder, e sim na distribuição, igualdade etc, acontece que isso só nos mostra que a esperança no externo é falha, como podemos nomear uma pessoa detentora do poder sabendo que ela pode estar contaminada pelo individualismo excessivo, sem saber a visão que essa pessoa tem de mundo, e alem disso, temos um ponto anterior a eleger alguém para o comando, como podemos eleger alguém sabendo que não estamos conscientes de nós mesmos, de nossos verdadeiros desejos, sonhos, etc, como eleger alguém sem passar por uma imensa reconstrução interna, reconstruir valores, crenças, tudo o que nos foi imposto, e colocar em pratica o que todas as religiões verdadeiramente pregam amar o próximo como a ti mesmo; mudar o anglo de visão de mundo, sair do individualista e entrar em um novo campo de visão, onde deixamos de ser o ponto central passando para o outro a prioridade, trabalho árduo de reconstrução da consciência, trabalho doloroso e cansativo, ai fica outra pergunta, onde arrumaremos tempo para todo esse trabalho interno sendo que trabalhamos oito horas, ficamos quatro dentro de transportes públicos, e o pouco tempo que nos resta, vamos gasta-lo pensando em como mudar alguma coisa no sistema vigente?

A vida

Posted in Poemas e afins on junho 17, 2009 by caetanolupo

Sozinhos nada somos,
Nos constituímos com os outros,
Dentro da impermanencia da vida,
Necessitamos de carinho,
Afeto, calor humano …
Valor dado as pessoas que amamos,
Pois a vida passa,
E o que fica são lembranças,
Fragmentos de momentos vividos,
Pedaços que sobram,
Apenas pedaços das pessoas amadas,
Alem, alem do físico,
Amor esta alem do tempo, da vida,
Isso torna a impermanencia algo belo,
As únicas coisas que levamos conosco,
Conhecimento cósmico, e amor …
Amor na essência, puro,
Simplesmente sendo, acontecendo,
Por que simplesmente é …
Queridas almas, os humanos
São representações de Deus,
Se amamos com tanto fervor ele,
Devemos em gratidão,
Amar sua criação ou representação …
Amor incondicional,
Apenas é,
Sempre será …

Grito de socorro …

Posted in Desilusão on maio 16, 2009 by caetanolupo

desespero1

Pessoas vazias, falsas projeções de minha parte, crer nos seres humanos, acreditar na natureza humana é estar sujeito as mais diversas loucuras do universo, as mascaras sempre caem, as pessoas sempre se mostram cedo ou tarde …
Se guardar para não se machucar na Mao de pessoas vazias, com um bom argumento, mas pouco calor humano, culpa, culpa, culpa …
Pessoas vazias, falsa ilusão de estar sendo verdadeiro, falsa ilusão de acreditar nas pessoas erradas, não conseguem distinguir o real da ilusão, indignação não com as pessoas e sim comigo mesmo, por me expor dessa maneira, de me permitir sentir isso, de sempre cair no mesmo erro por causa de um sentimento que não é compartilhado, verdade somente para mim, desejo de sair voando, fugir de pessoas assim, vazias …
O pior é o vazio que preenche meu coração, não por possesividade, nem por orgulho, mas sim por me sentir usado, estuprado …
Silencio, tempo, respeito …
Como diz um grande amigo :
Só quero estar cercado de quem me interessa …
De quem realmente se importa, reconhece o que esta em jogo …
Almas verdadeiras, livres de culpa, verdadeiramente livres …
Indignado com essa situação, cheiro de carniça paira no ar …
Carne putrefata …
Podridão interior, contaminada de obscuridade interna …

Encantos de uma bela alma …

Posted in Ilusão on abril 28, 2009 by caetanolupo

Bailarina cósmica, entregue ao todo …
Delicados passos mostram sua elegante beleza,
sutileza de uma bela alma,
que encanta por sua intensidade,
magia e sabedoria …
Intensidade que contagia,
magia que brilha,
sabedoria que conquista …
Doces encantos …
De uma uma bela alma,
fluindo no universo, livre,
brilhando com sua magia,
conquistando com sua sabedoria,
e contagiando com sua intensidade …

SONETO DA FIDELIDADE

Posted in Poemas e afins on março 23, 2009 by caetanolupo

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Morais

(Antologia Poética)

13/11/08 – 8:59:05 PM

Posted in Desilusão on janeiro 14, 2009 by caetanolupo

phoenix

Como pode o amor ser uma faca de dois gumes,

nos faz tão bem, sentimento que purifica minha alma,

me leva as nuvens, ao mais belo baile de deuses e deusas,

com as mais belas melodias, um eterno momento de união,

com uma alma que transcende a compreensão, um interminável

momento de êxtase, fogo que aquece minha existência,

mas ao mesmo tempo como pode esse mesmo sentimento,

momentos depois ser tão dolorido, como se do mais belo baile

entre os mais belos seres , fossemos jogados em um abismo,

da mais profunda escuridão, dos mais frios sentimentos,

como é possível essa dualidade existir no mesmo sentimento,

esse mergulho na imensidão do vazio, que vai crescendo a cada

lembrança, dos erros que cometi, de minha infantilidade emocional,

entre elas, vou afundando em meus pensamentos e sentindo essa culpa

cada vez maior, por ser responsável por esse sentimento, amor, e

também por esse mergulho em meu abismo interno, não a o que fazer,

apenas criar asas e voar por esse interminável espaço, vazio …

e lutar comigo mesmo, para uma reconstrução interna, reconhecer

que o problema não é o amor, que leva as esses dois campos de sentimentos opostos, e sim eu que me levo a eles …

Hoje mais do que nunca, queria voltar o tempo, e ver esse amor,

Renascendo das cinzas …

Sentir meu ser renascendo das cinzas…

Flores

Posted in Musicas, Poemas e afins on maio 22, 2010 by caetanolupo

22/05/10

Flores que desabrocham, belas por natureza,

Dos mais belos tons radiantes,

emanam seus perfumes e e inebriam nossos espíritos,

Colorem o mundo com suas cores,

encantam os olhares com sua magia,

arrebatam almas pelo simples existir,

beleza momentânea, que após curto período

murcha, e leva consigo toda sua beleza,

todo seu perfume suas belas cores,

seca, sem suas belas cores seu

inebriante perfume se torna mórbida,

olhares já não mais se fixam em suas pétalas,

amedrontados fogem de tao belo ciclo de vida,

olham para todos os lados menos para ela,

tao bela criação, que em todas as fases

por si só é bela, e não se importa com nada,

apenas encanta com os mais belos tons,

e após, com os mais belos tons da morte,

de tons cinzas, secos, mórbidos,

possibilita a renascença de sua especie,

suas sementes que olhos despreparados

não enxergam estão prontas,

para dar continuidade a toda essa magia,

interminável ciclo de beleza viva e morta,

viva para morrer, e morta para viver …

Portfolio 2009 – After Effects, Cinema 4d e etc …

Posted in Uncategorized on agosto 10, 2009 by caetanolupo

Metallica

Posted in Uncategorized on julho 11, 2009 by caetanolupo