tempos finais …

Lagrimas vermelhas escorrem de minha alma, angustia sem fim, esperança de uma sentir novamente lagrimas salgadas percorrerem minha face, dia que parece só se distanciar de mim em uma ausência sem fim, vazio de uma existência obscura, dentro dessa ausência sinto o peso do vazio que não tem fim; vejo uma chuva de pétalas vermelhas caírem do nada e irem para o nada, apenas dando o tom da obscuridade mórbida, onde não só preto predomina mas todas as cores nobres que representam a angustia, ciclo sem fim de dor …

já não vejo mais beleza, e sim dor, uma ancia pelo fim dos tempos, onde as pessoas serão obrigadas a se mostrar de fato, deixar suas almas pulsarem pela vida, sem formalidades banais, apenas exercendo e deixando fluir o lado do homem que vem sendo abafado ao longo da historia, deixar de ser mascarado para ser ou voltar a ser o homem primitivo, espontâneo, lutando pela sobrevivência de fato, pensando nos outros não mais para explorar e sim para viver, onde os mais ´capacitados´sobreviveram pois estão aptos a passar pelas coisas mais tenebrosas que podemos imaginar …

tempos finais de nossa especie …

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