Portfolio 2009 – After Effects, Cinema 4d e etc …
Postado em Poemas e afins em Agosto 10, 2009 por caetanolupoSobre a alienação coletiva I
Postado em Sobre nosso sistema ... em Julho 28, 2009 por caetanolupo
O quanto somos influenciados e determinados por valores e crenças que não são nossos, apenas uma grande ilusão de que temos sonhos, de que somos livres, que um dia após tanto trabalho forçado, poderemos ser livres e usufruir o que construímos, mas fica uma grande pergunta, como usufruiremos dessa suposta felicidade, sabendo que sempre estaremos em divida com o sistema vigente, uma divida que não morre conosco, passa para a próxima geração, e assim vamos afundando num mar de dividas constantemente crescentes.
Crescente dependência de algo que não pedimos, que não estamos contentes, e a cada dia ficamos mais infelizes, pois a divida e dependência só crescem.
Valores que refletimos sem ao menos se questionar, refletir o porquê vemos o mundo desse modo, o porquê temos determinados desejos, e de onde ele vem; se partirmos do ponto de que boa parte do que acreditamos, sonhamos e desejamos não faz parte de nós, não é nosso verdadeiramente, nos são mostrados “impostos” no momento mágico de nosso nascimento, o primeiro contato que temos com o mundo, a partir desse momento começamos a ser cateczados com valores e crenças, que vão enraizando em nosso ser, crescendo e ficando mais fortes, poluindo nossa visão de mundo, deturpando-a, criando vida própria dentro de nós, influenciando nossa percepção do mundo, o como enxergamos as coisas, e como lidamos com elas, os modelos que temos que seguir em determinadas situações, como lidar com essa diferença, com essa visão completamente diferenciada de mundo, sabendo que em terra de cegos que tem um olho também é cego… Afinal de que adianta enxergar, se ninguém enxerga?
A grande questão que fica é a mudança tem que surgir onde, quem tem que mudar o que tem que ser feito para lidarmos com isso?
Refletindo sobre isso, qualquer argumento usado contra o sistema vigente sempre será abatido com argumentos frios e calculistas, nos dizendo que qualquer coisa feita em prol de uma mudança nunca dará certo, pois o poder sempre será depositado em alguém, e esse alguém estará isento do sistema que implantou, e com isso inevitavelmente ocorrera o mesmo que esta ocorrendo, e com isso todos os sistemas esquerdistas implantados ate hoje são ditos não funcionais e caem em descrença, só que o que não estamos vendo é que o problema não esta em quem ira governar, ou que sistema será implantado, o problema não é externo – um antigo ditado diz: “o externo só é reflexo do interno…” - e sim interno, todas as mudanças que esperamos que um dia aconteçam, só ocorreram se algum dia tomarmos algum partido, e tomarmos consciência do que estamos fazendo aqui, quais nossos verdadeiros sonhos, desejos, necessidades; sair do conformismo, lutar contra essa visão individualista, e implantar os valores que nos são ensinados em todas as linhas religiosas AMOR AO PROXIMO, AMA-LO COMO A TI MESMO, quando refletimos sobre essas palavras, uma reflexão mais profunda percebemos o quanto isso não faz parte de nosso dia a dia, a não ser o famoso ditado empresarial AMAI O SEU BOLSO CHEIO, NÃO IMPORTA A QUE CUSTO – e fica claro o conflito.
Se continuarmos nessa linha de raciocínio, perceberemos que não importa a que custo, temos que preservar nosso conforto, nossos bens, e continuar lutando por mais; qualquer esforço fora disso é visto como desnecessário, como mudar alguma coisa vendo o mundo assim, tendo esses fatores pressionando sua existência, devorando seus dias de vida, abafando sua essência, seus verdadeiros sonhos, desejos, necessidades, a custo do que; de uma civilização, de ser civilizado?
Vamos refletir sobre o que é ser civilizado e quais os benefícios e desvantagens desse processo.
A primeira grande pergunta e ponto de partida para reflexão é, o que é ser civilizado?
Nos dias de hoje esse conceito já faz parte de nossa rotina, algo que já é natural aos nossos ouvidos, mas para chegarmos a esse conceito que temos hoje, muito teve de ser construído, lapidado, imposto, aceito, em fim, todo um processo histórico que culminou nesse ponto, e quando falamos em civilizado, já nos vem uma imagem pronta, um produto que já esta em nós, acreditamos saber o que é, lutamos a seu favor, sem ao menos refletir sobre como esse produto ao qual nos apegamos com tanta forca foi construído através da historia, – se formos entrar em uma questão histórica prolongaremos demais esse trecho, então indico o livro: A construção do Eu não modernidade – as imensas conseqüências da imposição de novos valores para as pessoas no processo de transição da idade media para o renascimento, os manuais de conduta que nos diziam como devíamos nos comportar em publico, como comer, ir ao banheiro, etc, então vemos que grande parte do que acreditamos foi construído e começamos a carregar esse fardo ao nascer.
Acontece que os princípios desse sistema que teve suas origens no renascimento prezam o individualismo, e ai mora o grande dilema, em todo o processo civilizatório as instituições religiosas tomaram um partido contraditório, pois pregavam o amor ao próximo, mas ao mesmo tempo incentivavam o crescimento do capitalismo, sistema vigente até os dias de hoje, então, continuando por essa linha de pensamento, como uma instituição humano que prega tais valores pode ser tão rica, detentora de tanto poder, sendo que a toda a sua filosofia diz que o poder não esta na detenção do poder, e sim na distribuição, igualdade etc, acontece que isso só nos mostra que a esperança no externo é falha, como podemos nomear uma pessoa detentora do poder sabendo que ela pode estar contaminada pelo individualismo excessivo, sem saber a visão que essa pessoa tem de mundo, e alem disso, temos um ponto anterior a eleger alguém para o comando, como podemos eleger alguém sabendo que não estamos conscientes de nós mesmos, de nossos verdadeiros desejos, sonhos, etc, como eleger alguém sem passar por uma imensa reconstrução interna, reconstruir valores, crenças, tudo o que nos foi imposto, e colocar em pratica o que todas as religiões verdadeiramente pregam amar o próximo como a ti mesmo; mudar o anglo de visão de mundo, sair do individualista e entrar em um novo campo de visão, onde deixamos de ser o ponto central passando para o outro a prioridade, trabalho árduo de reconstrução da consciência, trabalho doloroso e cansativo, ai fica outra pergunta, onde arrumaremos tempo para todo esse trabalho interno sendo que trabalhamos oito horas, ficamos quatro dentro de transportes públicos, e o pouco tempo que nos resta, vamos gasta-lo pensando em como mudar alguma coisa no sistema vigente?
Pink Floyd The Wall Flower Scene What Shall We Do Now
Postado em Musicas em Junho 27, 2009 por caetanolupo
A vida
Postado em Poemas e afins em Junho 17, 2009 por caetanolupoSozinhos nada somos,
Nos constituímos com os outros,
Dentro da impermanencia da vida,
Necessitamos de carinho,
Afeto, calor humano …
Valor dado as pessoas que amamos,
Pois a vida passa,
E o que fica são lembranças,
Fragmentos de momentos vividos,
Pedaços que sobram,
Apenas pedaços das pessoas amadas,
Alem, alem do físico,
Amor esta alem do tempo, da vida,
Isso torna a impermanencia algo belo,
As únicas coisas que levamos conosco,
Conhecimento cósmico, e amor …
Amor na essência, puro,
Simplesmente sendo, acontecendo,
Por que simplesmente é …
Queridas almas, os humanos
São representações de Deus,
Se amamos com tanto fervor ele,
Devemos em gratidão,
Amar sua criação ou representação …
Amor incondicional,
Apenas é,
Sempre será …
Grito de socorro …
Postado em Desilusão em Maio 16, 2009 por caetanolupo
Pessoas vazias, falsas projeções de minha parte, crer nos seres humanos, acreditar na natureza humana é estar sujeito as mais diversas loucuras do universo, as mascaras sempre caem, as pessoas sempre se mostram cedo ou tarde …
Se guardar para não se machucar na Mao de pessoas vazias, com um bom argumento, mas pouco calor humano, culpa, culpa, culpa …
Pessoas vazias, falsa ilusão de estar sendo verdadeiro, falsa ilusão de acreditar nas pessoas erradas, não conseguem distinguir o real da ilusão, indignação não com as pessoas e sim comigo mesmo, por me expor dessa maneira, de me permitir sentir isso, de sempre cair no mesmo erro por causa de um sentimento que não é compartilhado, verdade somente para mim, desejo de sair voando, fugir de pessoas assim, vazias …
O pior é o vazio que preenche meu coração, não por possesividade, nem por orgulho, mas sim por me sentir usado, estuprado …
Silencio, tempo, respeito …
Como diz um grande amigo :
Só quero estar cercado de quem me interessa …
De quem realmente se importa, reconhece o que esta em jogo …
Almas verdadeiras, livres de culpa, verdadeiramente livres …
Indignado com essa situação, cheiro de carniça paira no ar …
Carne putrefata …
Podridão interior, contaminada de obscuridade interna …
Canções de Rei – Max Viana
Postado em Musicas em Maio 16, 2009 por caetanolupo
Engraçado essa musica, lembranças milll …
uma vez amor, enternamente amando …
13/11/08 – 8:59:05 PM
Postado em Desilusão em Janeiro 14, 2009 por caetanolupo
Como pode o amor ser uma faca de dois gumes,
nos faz tão bem, sentimento que purifica minha alma,
me leva as nuvens, ao mais belo baile de deuses e deusas,
com as mais belas melodias, um eterno momento de união,
com uma alma que transcende a compreensão, um interminável
momento de êxtase, fogo que aquece minha existência,
mas ao mesmo tempo como pode esse mesmo sentimento,
momentos depois ser tão dolorido, como se do mais belo baile
entre os mais belos seres , fossemos jogados em um abismo,
da mais profunda escuridão, dos mais frios sentimentos,
como é possível essa dualidade existir no mesmo sentimento,
esse mergulho na imensidão do vazio, que vai crescendo a cada
lembrança, dos erros que cometi, de minha infantilidade emocional,
entre elas, vou afundando em meus pensamentos e sentindo essa culpa
cada vez maior, por ser responsável por esse sentimento, amor, e
também por esse mergulho em meu abismo interno, não a o que fazer,
apenas criar asas e voar por esse interminável espaço, vazio …
e lutar comigo mesmo, para uma reconstrução interna, reconhecer
que o problema não é o amor, que leva as esses dois campos de sentimentos opostos, e sim eu que me levo a eles …
Hoje mais do que nunca, queria voltar o tempo, e ver esse amor,
Renascendo das cinzas …
Sentir meu ser renascendo das cinzas…
Encantos de uma bela alma …
Postado em Ilusão em Abril 28, 2009 por caetanolupoBailarina cósmica, entregue ao todo …
Delicados passos mostram sua elegante beleza,
sutileza de uma bela alma,
que encanta por sua intensidade,
magia e sabedoria …
Intensidade que contagia,
magia que brilha,
sabedoria que conquista …
Doces encantos …
De uma uma bela alma,
fluindo no universo, livre,
brilhando com sua magia,
conquistando com sua sabedoria,
e contagiando com sua intensidade …
Pink Floyd – Goodbye Cruel World/Is There Anybody Out There?
Postado em Musicas em Junho 27, 2009 por caetanolupo
…
Postado em Desilusão em Junho 4, 2009 por caetanolupoLindo olhar, lindo corpo
Porem corpo vazio, alma estagnada,
Silencio de palavras vazias, sem conteúdo …
Belas curvas e pouca atitude,
Prazer de apenas usar,
Drenar a energia vital de quem
Realmente gosta, de quem cultiva a relação,
Cultivo de almas, cultivo de relações humanas,
Cuidar para ser ter, ter para zelar,
A importância e o valor de pessoas que
Estão dispostas a se expor,
Exposição de alma …
É o que Me Interessa …
Postado em Musicas em Maio 15, 2009 por caetanolupo
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
Eu já me perguntei …
Postado em Poemas e afins em Maio 14, 2009 por caetanolupo
Se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos,
será que eu já não sei por onde procurar,
ou todos os caminhos se encontram no mesmo ponto,
e o certo é que eu não sei o que virá,
só posso te pedir que nunca se leve tão a sério,
nunca se deixe levar
a que a vida é parte do mistério,
é tanta coisa pra se desvendar …
Por tudo que eu andei e ainda andarei,
não dá para se prever o futuro,
o escuro que se vê, quem sabe,
pode iluminar os corações perdidos,
sobre os muros da vida, e é o certo que eu não sei o que virá,
só posso te pedir que nunca se leve tão a serio,
nunca se deixe levar, que a vida,
a nossa vida passa,
e não há tempo pra desperdiçar.
Cíntia Alves
NÃO TENHO PRESSA
Postado em Poemas e afins em Maio 13, 2009 por caetanolupo
(Fotografia de Bruno Espadana)
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente onde o meu braço chega-
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não onde penso.
Só me posso sentar onde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra cousa,
E somos vadios do nosso corpo.
(Alberto Caeiro- POESIA)
Ser “normal” ou ser autêntico?
Postado em Sobre nosso sistema ... em Abril 28, 2009 por caetanolupo“NORMOSE
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se “normaliza” acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.”
Martha Medeiros (05.08.07-Jornal Zero Hora - P.Alegre/RS)
Fonte – http://fantasticomundodeleticia.wordpress.com/2008/12/08/ser-normal-ou-ser-autentico/